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Instituto Rio Branco
O Instituto Rio Branco (IRBr) foi criado em 18 de abril de 1945, como parte da comemoração do centenário do nascimento de José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, o patrono da diplomacia brasileira.
Em março de 1946, estabeleceu-se o Curso de Preparação à Carreira de Diplomata do IRBr, cuja primeira turma foi composta de 27 Cônsules de Terceira Classe, como se chamavam então os Terceiros-Secretários de hoje. É desta data também a obrigatoriedade de concurso público pelo IRBr para o acesso à carreira.
Já passaram pelo Instituto mais de 1250 diplomatas brasileiros e 140 estrangeiros. Os objetivos do IRBr sempre foram: - harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática; - desenvolver a compreensão dos elementos básicos da formulação e execução da política externa brasileira; e - iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.
Ao longo de seus mais de 50 anos, as mudanças nas necessidades da atividade diplomática resultaram em ajustes regulares nas normas e nos programas do Instituto, com vistas a manter atualizada a formação do diplomata brasileiro.
A partir de 1967, passou-se a exigir dos candidatos ao concurso o primeiro ano de curso superior, exigência que se estendeu, em 1968, para o segundo ano e, em 1985, para o terceiro. Desde 1994, tornou-se pré-requisito curso superior de graduação plena.
Em 1995, criou-se o Programa de Formação e Aperfeiçoamento - Primeira Fase (PROFA-I), que deverá ter nível de Mestrado.
O PROFA-I consagra a visão de que, em meio à complexidade das relações internacionais e às necessidades crescentes da função diplomática, o treinamento para a carreira tem de ser contínuo.
A primeira fase desse treinamento começa quando o diplomata ingressa na carreira, logo após a habilitação no concurso. Estende-se, no entanto, até o cargo de Conselheiro, por intermédio do Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas (CAD), pré-requisito de promoção de Segundos-Secretários a Primeiro, e do Curso de Altos Estudos (CAE), de cuja aprovação depende a promoção dos Conselheiros a Ministro de Segunda Classe.
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